O gosto ruim do sexto lugar

Após 38 partidas disputadas, somente, durante o Campeonato Brasileiro, algumas questões ficam no ar. É claro que após campanhas medíocres que o Botafogo fez depois de voltar da Série B, a maioria delas representando a fuga de um segundo rebaixamento, o resultado final deste ano não é ruim, muito pelo contrário. Em nenhum momento a equipe sofreu com o fantasma da Z -4, e por algumas rodadas o time foi cotado para levantar a taça. Mas então, por que os botafoguenses ficaram com um gostinho ruim?
A boa administração de Maurício Assumpção contribuiu muito para as boas atuações deste ano. Os jogadores foram pagos em dia e houve uma mobilização para formar uma boa equipe dentro do orçamento. Mas a vitória do Fluminense mostra que não é só isso que faz um time campeão.
Peças de reposição são fundamentais em um campeonato longo como o Brasileiro. E os alvinegros sentiram na pele o que é não ter um banco quando quase metade do time foi parar no departamento médico.
Outro ponto é o profissionalismo. Uma administração responsável como esta do Glorioso tem o direito de cobrar de seus funcionários e não passar a mão na cabeça deles quando vê que algo não está correto, ou não se encaixa. As situações de Lucio Flavio, Fahel, Alessandro e Jobson são insustentáveis. Os três primeiros por suas deficiências técnicas já muito mostradas e o atacante pela total falta de respeito para com as pessoas que brigaram para ele voltar ao Alvinegro. Enquanto a maioria dos jogares se cuidavam para voltar o mais rápido o possível para ajudar o time, como Somália e Herrera, ele chegava atrasado aos treinos e não se doava nas partidas. Não chamou a responsabilidade para si.
O momento para a renovação é agora. Joel já recebeu a proposta de renovação. É saber qual será a posição do papai para então reformular essa equipe para que no ano que vem o Botafogo não seja, mais uma vez, vítima do quase.
Lidia Azevedo







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