O Vasco entra na semifinal contra o Olaria, hoje, às 18h30m, no Engenhão, com uma dupla responsabilidade. Além de manter vivo o sonho de conquistar um título estadual que o clube não ganha desde 2003, há o amplo favoritismo por ser o jogo de um time grande contra um pequeno. Quem vencer estará na final da Taça Rio, esperando o vencedor do Fla-Flu de domingo. Se houver empate, a decisão será nos pênaltis.
No Vasco, escaldado pelo exemplo do Boavista, que surpreendeu o Fluminense na semifinal da Taça GB, se fala em muito respeito ao adversário. Mas nada de fugir à condição de favorito:
— A gente assume a responsabilidade de vencer. Ligamos o alerta porque é futebol. É um jogo equilibrado, mas a responsabilidade de vencer é nossa — alertou o técnico Ricardo Gomes.
O meia Felipe concordou com o treinador, mas fez elogios ao adversário.
— Sabemos que a obrigação é totalmente do Vasco. Ninguém quer saber se lá tem bons jogadores, só querem saber que a camisa que estão usando é a do Olaria. Temos de respeitar a equipe adversária, que tem jovens de qualidade. Mas com a torcida nos apoiando, vamos conseguir a classificação para a final — aposta o jogador, que faz o jogo número 299 pelo Vasco.
Cleimar quer atenção
Já o Olaria, que busca vaga inédita na final, está ciente das falhas que cometeu na última partida contra o Vasco, domingo passado. Nos treinos, o técnico Cleimar Rocha reclamou de erros de passes e das falhas nos contra-ataques:
— Não estou vendo ansiedade, mas sei que eles estão tentando se controlar.
Porém, um jogador se tornou preocupação extra para o Olaria: o atacante Alecsandro, que foi poupado do time do Vasco na semana passada por estar pendurado com dois cartões amarelos.
— Eles mudam a forma de atacar, mas mantêm a característica de posse de bola. Vamos administrar o jogo e tentar surpreender — disse Cleimar, que confia na experiência de sua equipe: apesar da média de idade de 23 anos, a base do Olaria participou do regresso à Série A do Estadual em 2009: — É time maduro, que joga e não se assusta.
Um dos jogadores com essa característica é o atacante Felipe, que já disputou final de Copa São Paulo de Juniores pelo Rio Branco (SP).
— A gente fez uma boa partida no domingo, mas podia ter rendido mais — acredita o artilheiro da equipe com sete gols, sonhando repetir o feito do Boavista.
Rodrigo Stafford e Diogo Dantas, do Jornal Extra